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	<title>Administração do Tempo</title>
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		<title>O Tempo Voa</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 18:38:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>methodus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Defina as prioridades, evite gastar tempo à toa e ganhe espaço na agenda para cuidar da saúde, da famíli a e tirar as merecidas férias.
Revista Você S/A 
• Jogue com seu tempo
- Separe o que é urgente do que é importante.
- Tenha na agenda os itens básicos: tarefas prioritárias, compromissos, contatos e anotações.
- Você não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Defina as prioridades, evite gastar tempo à toa e ganhe espaço na agenda para cuidar da saúde, da famíli a e tirar as merecidas férias.</strong></p>
<p>Revista Você S/A </p>
<p><strong>• Jogue com seu tempo</strong></p>
<p>- Separe o que é urgente do que é importante.<br />
- Tenha na agenda os itens básicos: tarefas prioritárias, compromissos, contatos e anotações.<br />
- Você não precisa de mais de dez minutos para fazer um planejamento das tarefas do dia.<br />
- Anote o tempo gasto em cada uma de suas atividades principais. As informações serão valiosas para tornar a próxima programação mais precisa e eficaz.<br />
- Saiba dizer &#8220;não&#8221; ou &#8220;mais tarde&#8221;. Seja disponível, mas crie suas proteções.<br />
- Antes de viajar a negócios, verifique se é mesmo necessário estar pessoalmente no encontro ou se uma teleconferência resolveria.<br />
- Leve em conta o fuso horário entre os países antes de enviar<em> e-mails</em> e agendar teleconferências.<br />
- Evite reuniões longas. Não há por que uma reunião durar mais do que 30 minutos.<br />
- Para ser produtiva, e todos participarem, a reunião deve ter entre 8 e 12 participantes.<br />
- Defina previamente a pauta por escrito e os resultados esperados. No final da reunião, faça um resumo da conversa e delegue as tarefas que forem necessárias a quem de direito.<br />
- Faça as convocações com, no mínimo, um dia de antecedência. Para reuniões mais longas e complexas, avise dois dias antes.<br />
- Dá para você mandar um representante em seu lugar na reunião? Concentre-se naquelas em que sua presença é imprescindível.<br />
- Escolha e negocie bem quais tarefas você sabe executar e que são estratégicas de verdade para o negócio.<br />
- Desconsidere alguns telefonemas. Não atenda ligações de números não reconhecidos. Deixe a ligação cair no correio de voz e acesse posteriormente, quando estiver desocupado.<br />
- Defina compromissos, mas também deixe espaços para mudanças de última hora.<br />
- Tenha tempo para cuidar da saúde. Planejamento e disciplina também fazem bem à saúde.<br />
- Controle a sua curiosidade e estipule horários para se dedicar aos <em>e-mails</em>. Delete, responda, encaminhe ou arquive.<br />
- Ao escrever um e-mail, seja o mais conciso e direto possível. No assunto, coloque informações que deixem claro o conteúdo.<br />
- Comece você mesmo a enviar menos <em>e-mails </em>e reduza o número de destinatários.<br />
- Não consulte e-mails ao chegar ao trabalho nem antes de dormir. O primeiro desvia você das prioridades e o segundo causa insônia.<br />
- Organize-se para ler e aprender. Use o senso crítico para avaliar o que deve ler. </p>
<p><strong>• Amo tudo o que faço</strong></p>
<p>- O <em>worklover</em> é alguém que trabalha bastante, tem prazer no que faz, vê significado maior para o resultado do seu trabalho e consegue desempenhar bem outros papéis na vida.<br />
- Essa pessoa goza de tal plenitude que, quando o trabalho passa por uma fase ruim, o que é normal na trajetória de qualquer um, ela não acha que é o fim do mundo.<br />
- Mesmo quando o casamento, o trabalho voluntário, enfim, outras faces da vida desandam um pouco, o <em>worklover</em> se mantém em equilíbrio. Se preciso for, busca ajuda especializada, mas não perde a perspectiva de que o importante é amar tudo aquilo que faz.<br />
- &#8220;O importante é perceber o quanto você desfruta das horas no escritório da mesma forma que desfruta das horas fora dele&#8221;, diz Steven Poelmans, do Iese &#8211; escola de negócios da Universidade de Navarra, na Espanha.<br />
- Busque o prazer na mais prosaica das atividades diárias, mas sem desperdiçar energia.<br />
- Gaste 20% do tempo com o que é importante e urgente (relatórios com prazo apertado, reuniões produtivas e crises), 75% com obrigações importantes e não urgentes (como construção de relacionamentos), 4% com e-mails sem relevância e assuntos secundários de outras pessoas, e 1 % com telefonemas para matar o tempo ou com visita a sites que não têm a ver com o trabalho.<br />
- <em>Worklovers</em> jamais seriam tachados de <em>workaholics</em>. Seus parentes e amigos nunca os acusaram de exagerar a ponto de terem virado viciados em trabalho.<br />
- <em>Worklovers</em> têm tempo para a família (um <em>workaholic</em> seria incapaz de pensar no filho), praticam esportes (o <em>workaholic</em> nunca tem tempo para essas coisas, está sempre indisponível porque precisa trabalhar, trabalhar, trabalhar), vão ao cinema, a bons restaurantes, a festas, curtem <em>happy hours</em>.<br />
- Quando <em>worklovers</em> trabalham no fim de semana, tiram folga sem culpa. Podem trabalhar de casa, mas quando desligam o computador realmente se desligam do escritório.<br />
- Também são capazes de ir para uma área rural sem sinal de celular. E, para horror dos <em>workaholics</em>, tiram férias. De 30 dias! </p>
<p><strong>• Cuidado com a saúde</strong></p>
<p>- Faça atividade física pelo menos três vezes por semana ou, se possível, diariamente.<br />
- Procure válvulas de escape para a pressão da rotina diária. Pode ser uma massagem ou uma sessão de acupuntura.<br />
- Se sua atividade permitir, negocie flexibilidade de horários com seu chefe.<br />
- Tenha um acompanhamento médico anual para diagnosticar doenças o mais cedo possível.<br />
- Reconheça que o estresse é inevitável e essencial. O importante é aprender a lidar com ele.<br />
- Aprenda a identificar os sinais de <a href="http://www.methodus.com.br/_ambiente_aula/methodus/conteudo/default.asp?ID=46">estresse</a> (como respiração mais rápida, músculos mais tensos, pensamentos negativos, mãos suadas ou frias). </p>
<p><strong>• As doces e merecidas férias</strong></p>
<p>- Faça uma planilha no começo do ano, estabelecendo metas para os 12 meses, e marque suas férias no período mais leve para a empresa.<br />
- Uma equipe bem preparada é a garantia de férias tranquilas (mesmo que durem pouco).<br />
- Caso a empresa viva um momento de crise, adie suas férias por algumas semanas.<br />
- Ao menos 15 dias antes de sair, distribua suas tarefas entre a equipe e avise os fornecedores e clientes quem ficará responsável por elas.<br />
- Na volta, peça <em>feedback </em>da sua equipe sobre o que aconteceu na sua ausência.<br />
- Não tema tirar férias. Ninguém é demitido só porque ficou um tempo fora da empresa. </p>
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		<title>Santa Rotina</title>
		<link>http://administracaodotempo.srv.br/2009/08/28/santa-rotina/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 20:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>methodus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ter um ritmo de trabalho vai deixar você liberado para ser mais criativo e lidar melhor com os imprevistos da agenda. 
Revista Você S/A &#8211; por Márcia Rocha 
&#8220;Não tenho tempo.&#8221; É o que o consultor Paulo Kretly ouve da maior parte dos executivos quando pergunta por que não planejam seu dia. &#8220;As pessoas gastam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ter um ritmo de trabalho vai deixar você liberado para ser mais criativo e lidar melhor com os imprevistos da agenda. </strong></p>
<p>Revista Você S/A &#8211; por Márcia Rocha </p>
<p>&#8220;Não tenho tempo.&#8221; É o que o consultor Paulo Kretly ouve da maior parte dos executivos quando pergunta por que não planejam seu dia. &#8220;As pessoas gastam mais tempo apagando incêndios do que se dedicando a questões que ainda não são urgentes porque há tempo para fazê-las&#8221;, diz Paulo, ao referir-se aos mais de 6 milhões de executivos que passaram pelos treinamentos de gerenciamento do tempo, oferecidos desde 2002 nos institutos Franklin Covey em vários países. Fazer todo dia tudo igual é mais inteligente &#8211; e libertador &#8211; do que parece. &#8220;Já pensou ter que inventar sua semana toda seegunda-feira?&#8221;, diz o psiquiatra Paulo Gaudêncio, do Instituto Paulo Gaudêncio, de São Paulo. </p>
<p><strong>• Processo dinâmico</strong></p>
<p>Há coisas que são previsíveis, como reuniões de segunda para verificar o andamento do projeto ou a atualização quinzenal da planilha de custos. Se é assim, por que você deixa tudo para a última hora? Resposta: porque está pensando só na tarefa, sem considerar o que ela representa no contexto. &#8220;A rotina tem que ser um meio para você conseguir o que deseja, e não um fim&#8221;, diz o consultor Rubens Gimael, sócio-diretor da NeoConsulting, empresa paulistana de aconselhamento profissional. Para fazer sentido, a rotina tem de ser um processo dinâmico, que, além de atender a seus anseios, deve estar alinhada com as demandas externas. Se você estiver dirigindo e for entrar à direita, vai ligar a seta &#8211; é uma rotina. Agora, faz sentido repetir o gesto se estiver sozinho na garagem do prédio? O exemplo é banal, mas ilustra o que ocorre em situações mais complexas. Se o cenário muda, a rotina tem de mudar junto. </p>
<p>Foi o que fez o engenheiro paulistano Carlos Eduardo Estonlho, de 41 anos, em fevereiro do ano passado, quando deixou para trás 14 anos de carreira como executivo em uma multinacional para se tornar um consultor especializado em <em>coaching</em>, planejamento e logística. E ainda se mudou de São Paulo para Campinas. &#8220;Eu tinha um dia-a-dia mais estruturado, mais tangível&#8221;, diz. Para ele, quem atua por conta própria tem de ser muito organizado. &#8220;Senão, fica à mercê das circunstâncias e das pessoas e trabalha mais&#8221;, afirma. Carlos adota alguns pontos fixos na agenda para usar como referência. Isso inclui o horário da academia e os momentos para pensar sobre o trabalho. &#8220;Vou ao escritório todo dia, mesmo quando não tenho nenhum cliente para atender&#8221;, diz. Sua rotina varia muito durante a semana &#8211; tudo depende do que ele precisa fazer.</p>
<p>Se você quiser sair da esfera do cotidiano e pensar na rotina como algo mais transcendente, vai ver que ela tem a ver com ritmo. &#8220;Tudo é regido por ritmos dentro e fora de você &#8211; os batimentos cardíacos, o dia e a noite, as estações do ano&#8221;, diz o consultor Jair Moggi, diretor da Adigo Consultores e fundador do Instituto EcoSocial, que tem como foco a antroposofia, ciência espiritualista criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner. A sua rotina é o seu ritmo e deve estar alinhada à rotina da empresa, que se alinha ao ritmo do mercado, e assim por diante. Agora, que não se confunda rotina com rigidez de agenda. É preciso acomodar os imprevistos do dia-a-dia. &#8220;Quem é organizado lida melhor com as variáveis, porque já controlou o que podia ser controlado&#8221;, diz Paulo Kretly. Se você já encontrou um ritmo que faça sentido para você e para a empresa, quem sabe já pode até se dar ao luxo de negociar com o chefe o término do expediente mais cedo toda sexta-feira.</p>
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		<title>Você Precisa de Mais Vitaminas?</title>
		<link>http://administracaodotempo.srv.br/2009/08/05/voce-precisa-de-mais-vitaminas/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 20:07:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>methodus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que pessoas saudáveis estão complementando a dieta com nutrientes vendidos em farmácia. 
Revista Época &#8211; por Francine Lima 
Nos últimos quatro anos o brasileiro investiu mais de R$3 bilhões em suplementos de vitaminas e minerais, segundo dados da IMS Health, uma consultaria do ramo farmacêutico. Só em 2008, foram vendidos quase 52 milhões de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por que pessoas saudáveis estão complementando a dieta com nutrientes vendidos em farmácia. </strong></p>
<p>Revista Época &#8211; por Francine Lima </p>
<p>Nos últimos quatro anos o brasileiro investiu mais de R$3 bilhões em suplementos de vitaminas e minerais, segundo dados da IMS Health, uma consultaria do ramo farmacêutico. Só em 2008, foram vendidos quase 52 milhões de embalagens de vitaminas na forma de cápsulas e comprimidos. Boa parte desses produtos sai da farmácia sem receita, mas profissionais de saúde também têm receitado o uso de suplementos. Segundo a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), a prescrição de suplementos de vitaminas, minerais e compostos bioativos pelos nutricionistas aumentou consideravelmente nos últimos anos. Parece que comer bem já não basta. </p>
<p>A meta principal dos nutricionistas sempre foi uma dieta adequada, com variedade de vegetais e grãos integrais, porções moderadas de carnes e pequenas quantidades de gorduras saturadas e açúcares. Mas essa dieta ideal pode esbarrar em obstáculos difíceis de transpor. Quem não tolera leite e seus derivados precisa recorrer a fontes alternativas de cálcio. Couve e brócolis são boas fontes desse mineral, mas insuficientes para suprir a necessidade diária de cálcio de uma pessoa. Seria preciso comer 20 folhas de couve por dia para alcançar os 1.000 miligramas de cálcio recomendados &#8211; algo que provavelmente atrapalharia a ingestão de outros alimentos. Resultado: o cálcio, que tem participação importante na prevenção da osteoporose, lidera a venda de suplementos nos últimos cinco anos, segundo a pesquisa da IMS Health. Faz sentido recorrer a vitaminas industrializadas para compensar a alimentação deficiente? Depende. Se a ideia é substituir com pílulas uma dieta adequada e uma vida saudável, é óbvio que não. Se as vitaminas são um auxílio para atingir o equilíbrio nutricional &#8211; para melhorar a disposição e prevenir doenças -, a resposta é menos óbvia. </p>
<p>Um dos motivos para a rendição às cápsulas seria a piora nos hábitos alimentares da população. Cresceu o uso de produtos industrializados &#8211; salgados, lasanha congelada, salsichas, presuntos e pães brancos &#8211; em detrimento de alimentos como arroz, feijão, verduras, carne fresca e grãos, que antes eram comprados na feira e preparados em casa. &#8220;Os suplementos alimentares promovem saúde quando o indivíduo não consegue se alimentar como precisa&#8221;, diz Marina Poletti Romano, nutricionista da Asbran. O hábito alimentar inadequado mantido por muito tempo pode causar deficiência nutricional, que, segundo a nutricionista, leva muito tempo para ser corrigida somente pela dieta. O nutriente é visto como solução mais rápida. </p>
<p>Mesmo quando a pessoa parece saudável, a falta de nutrientes em seu corpo pode ser prenúncio de problemas de saúde futuros. &#8220;Muitos pacientes estão potencialmente doentes&#8221;, diz a nutricionista funcional e farmacêutica Lucyanna Kalluf, de São Paulo. Para prevenir doenças como diabetes e osteoporose, Lucyanna receita vitaminas, minerais e fitoterápicos. Melhor que usar medicamentos depois, diz ela. </p>
<p>Foi por medo do futuro que a coordenadora de vendas Sonia Marques começou a tomar suplementos. Ao ouvir da nutricionista, em outubro passado, que sua língua estava com cor de gente morta, convenceu-se de que não tinha tempo a perder. Até então, aos 45 anos, não imaginava que os 12 quilos a mais, a prisão de ventre, o inchaço nas pernas, as dores na coluna, as espinhas no rosto, a falta de libido e o cansaço crônico fossem sinais de que ela corria o risco de sofrer um infarto antes dos 47. Após exames de sangue e urina com dosagens de nutrientes e outras substâncias &#8211; que indicaram colesterol alto, glicemia alterada e fígado fragilizado -, a nutricionista propôs uma mudança radical na alimentação de Sonia. Ela também teria de começar a se exercitar e tomar uma lista de suplementos nutricionais que incluía ferro, magnésio, colágeno e óleo de peixe. Numa única compra de cápsulas manipuladas, Sonia gastou R$ 800,00. Achou caro, mas gostou do resultado: &#8220;Perdi 10 quilos em oito meses e estou bem mais disposta. Nunca fui tão feliz&#8221;. </p>
<p>As falhas na alimentação não são a única justificativa apresentada pelos profissionais para prescrever suplementos. A baixa exposição ao sol, as horas insuficientes de sono, o sedentarismo, o uso indiscriminado de certos medicamentos e diversas formas de restrição alimentar &#8211; hábitos ligados ao estilo de vida &#8211; são também acusados de prejudicar a nutrição. A própria composição dos alimentos encontrados na natureza está sendo posta em dúvida pelos nutricionistas. &#8220;Deveríamos conseguir todos os nutrientes por meio de alimentos, mas não é isso que acontece. Não podemos assegurar que os nutrientes que deveriam estar contidos numa cenoura vão estar presentes em todas as cenouras&#8221;, afirma a nutricionista Mariana Klopfer, da Nutricius. </p>
<p>Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da USP em 2007 mostrou que a dieta média do brasileiro fornecia três vezes menos cálcio e seis vezes menos vitamina D que o recomendado. Outra revelação foi que apenas 20% dos entrevistados com mais de 40 anos consumiam o bastante em fontes de magnésio. Os resultados da pesquisa, feita com 2.420 pessoas em todas as regiões do Brasil e de diversas classes sociais, serviram para a Wyeth, laboratório farmacêutico que patrocinou a pesquisa, lançar em 2009 um suplemento de vitaminas e minerais de acordo com as necessidades dos brasileiros. &#8220;Os polivitamínicos são a categoria de suplementos que mais cresce&#8221;, afirma Claudio Santos, diretor médico da Wyeth Brasil. &#8221;A procura por suplementos de cálcio e vitamina D também tem aumentado, especialmente por mulheres na menopausa e com risco de desenvolver osteoporose.&#8221; </p>
<p>Usar cápsulas nutritivas para corrigir falhas na alimentação ainda é decisão polêmica. O betacaroteno, substância que o organismo transforma em vitamina A, é um exemplo. Ele é encontrado em alimentos de cor alaranjada, como tomate e cenoura, e tem ação benéfica comprovada contra diversos tipos de câncer, especialmente quando esses alimentos são consumidos cozidos. Mas suplementos de betacaroteno não produzem o mesmo resultado. Uma hipótese dos pesquisadores é que o benefício do tomate venha não apenas do betacaroteno, mas de um conjunto de substâncias presentes no alimento. Nesse caso, é melhor comer tomates que tomar suplementos de betacaroteno. Mas há situações em que os suplementos parecem funcionar. Segundo o endocrinologista Allfredo Halpern, do Hospital das Clínicas, em São Paulo, o suplemento de vitamina D é confiável e aparece nos estudos com melhor resultado. Bastariam, porém, 20 minutos diários de exposição dos braços e das mãos ao sol de verão do fim da manhã para ter o suficiente em vitamina D. </p>
<p>Apesar da oferta de vitaminas em cápsulas, os médicos preferem corrigir carências nutricionais pela reprogramação alimentar. A Associação Dietética Americana preconiza, num documento de 2005, que &#8220;a melhor estratégia nutricional para promover saúde pleena e reduzir o risco de doença crônica é escolher uma grande variedade de alimentos&#8221;. O médico nutrólogo Carlos Alberto Werutski segue essa linha há 30 anos: &#8220;Todo adulto que faz uma alimentação monótona tem mais chance de ter carências nutricionais. A primeira coisa em que eu mexo é a variedade. A suplementação é inndicada para os casos de risco&#8221;. </p>
<p>Vá somando, porém, tudo o que você tem de fazer para cumprir as tabelas de recomendação de nutrientes, e a vida pode ficar bem difícil. A jornalista americana Jennifer Huget fez o teste, em sua coluna no <em><strong>The Washington Post</strong></em>. Desafiou uma nutricionista a estabelecer uma dieta que cumprisse à risca as recomendações diárias das autoridades de saúde para uma hipotética mulher de 35 anos que se exercitava três vezes por semana. Sua única restrição era não passar das 1.800 calorias, para a paciente não engordar. A nutricionista penou. Para atingir a quantidade de ferro, por exemplo, sugeriu alimentos fortificados. Mas eles elevavam demais a taxa de sódio do corpo. Após reiteradas tentativas, a nutricionista admitiu sua derrota: não connseguiria fechar a conta sem suplementos. </p>
<p>Nutricionistas brasileiros apontam uma &#8220;pegadinha&#8221; no teste da jornalista. As recomendações de autoridades de saúde, tanto nos Estados Unidos como aqui, são uma média. Embora a tabela se refira a proporções diárias, elas não precisam ser atingidas a cada dia. Você pode compensar um exagero de ontem com uma contenção hoje, e vice-versa. A segunda ressalva dos especialistas é quanto ao total de calorias. Quem aumenta a quantidade de exercícios &#8211; e, portanto, seu gasto calórico &#8211; pode comer mais. </p>
<p>Não que isso resolva a equação. Há nutricionistas que recomendam vitaminas até para quem tem uma rotina pesada de exercícios. </p>
<p>É o caso de Paulo Ciari, um advogado de 39 anos que pratica triatlo. Paulo é magro e gasta muita energia. Para mandar embora o desânimo, o cansaço e a insônia, sua nutricionista recomendou mudanças: que ele comesse mais vezes ao dia, diminuísse a quantidade de gordura na dieta, equilibrasse a proteína, aumentasse a quantidade de carboidratos e incluísse entre as refeições suplementos manipulados de vitaminas e minerais, com os quais Pauulo gasta cerca de R$ 200 por mês. &#8220;Pago meus suplementos com gosto, porque estou vendo o resultado&#8221;, diz ele. </p>
<p>O uso seguro de suplementos depende de acompanhamento especializado. O médico ou o nutricionista cruzam os hábitos alimentares relatados pelo paciente com os exames laboratoriais para verificar em que medida cada tipo de nutriente está sendo absorvido no organismo. &#8220;Uma deficiência nutricional pode ser sinal de que a pessoa está comendo de menos ou perdendo demais&#8221;, diz o médico nutrólogo Eric Slywitch, especialista em dietas vegetarianas. Se na dieta há fartura de nutrientes e no sangue há carências, pode ser que a forma como os alimentos estão sendo consumidos seja desfavorável a sua absorção. Quem come carne com queijo na mesma refeição, por exemplo, talvez não esteja absorvendo bem o ferro da carne. O ferro e o cálcio presente no queijo são nutrientes &#8220;adversários&#8221;. Na presença de cálcio em grande quantidade, a absorção do ferro diminui. O mesmo acontece com o uso de suplementos de ferro, que reduz a absorção do zinco ingerido na dieta. </p>
<p>Embora as cápsulas de vitaminas e minerais possam parecer inofensivas por estarem do lado de cá do balcão da farmácia, é imprudente usá-las inadvertidamente. Além de resultar num desperdício de dinheiro, os excessos podem ser tóxicos. Numa pesquisa realizada com consumidores de suplementos nutricionais nos Estaados Unidos, onde esse hábito é vastamente difundido, 4% dos entrevistados relataram ter experimentado efeitos adversos com o uso desses produtos. No Brasil, a automedicação com vitaminas também é um hábito comum. Existe uma tabela de limites seguros (UL) para a ingestão de cada nutriente, mas ela não costuma aparecer nas embalagens. O que aparece nos rótulos é a quantidade que a média populacional deveria ingerir de cada nutriente todos os dias. &#8220;Não é certo se automedicar&#8221;, diz a nutricionista e pesquisadora da USP Silvia Cozzolino. As pessoas podem até observar se as dosagens não ultrapasssam 100% do valor diário estabelecido, mas, sem considerar as quantidades que já obtêm dos alimentos, examinar o rótulo não adianta muita coisa. A saída é procurar ajuda profissional e sobretudo visitar a feira com mais frequência. Os melhores nutrientes ainda estão ali.</p>
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		<item>
		<title>O Afeto, um Aliado Poderoso</title>
		<link>http://administracaodotempo.srv.br/2009/07/18/o-afeto-um-aliado-poderoso/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 17:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>methodus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Um bom casamento e muitos amigos  são a receita certa para criar os estímulos positivos que, segundo pesquisas, contribuem para a longevidade.
Revista Veja &#8211; por Ermano D´Almeida
Estudos recentes que associam o modo de vida à longevidade mostram que as relações afetivas são tão determinantes para ganhar anos a mais no calendário quanto os cuidados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um bom casamento e muitos amigos  são a receita certa para criar os estímulos positivos que, segundo pesquisas, contribuem para a longevidade.</strong></p>
<p>Revista Veja &#8211; por Ermano D´Almeida</p>
<p>Estudos recentes que associam o modo de vida à longevidade mostram que as relações afetivas são tão determinantes para ganhar anos a mais no calendário quanto os cuidados com a saúde. os casados, desde que mantenham uma relação harmoniosa com o cônjuge, vivem mais que os solteiros. Quem tem um círculo de amizades grande e atividade social intensa leva vantagem sobre os solitários. A explicação para isso está nos estímulos positivos  que a pessoa recebe nos relacionamentos. &#8221; a sensção de bem-estar e segurança que advém da boa convivência reforça o sistema imunológico&#8221;, diz o geriatra renato Maria Guimarães, de Brasília, presidente da Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria. uma pesquisa recente da Universidade  Flinders, em Adelaide, Austrália, feita com idosos, mostrou que aqueles com fortes conexões sociais vivem mais do que os que preferem o isolamento. Um dos estudos mais completos sobre a influencia do casamento na longevidade, feito por médicos da Universidade da Califórnia, analisou dados de 66.000 pesssoas com idade entre 19 e 85 anos. &#8220;Em todas as faixas etárias, observou-se que aqueles com um relacionamento amoroso estável tinham mais chance de chegar a uma idade avançada&#8221;, disse a VEJA o geriatra Robert Kaplan, um dos autores do estudo. </p>
<p>O ator Tony Ramos e sua mulher, Lidiane, são protagonistas do tipo de casamento capaz de promover a longevidade. Em setembro eles vão comemorar, com um jantar e uma missa, suas bodas de rubi &#8211; o equivalente a quarenta anos de união. Ramos ainda presenteia a esposa com flores, deixa bilhetinhos carinhosos pela casa e, quando está gravando novelas, telefona pelo menos três vezes por dia para ela. &#8220;O amor acontece nas pequenas coisas, num toque, num carinho&#8221;, acredita o ator, que se define como um grande romântico. </p>
<p>No ano passado, cientistas da Universidade Harvard divulgaram os resultados de uma pesquisa feita ao longo de seis anos com um grupo de idosos cuja memória era testada periodicamente. O resultado mostrou que os mais integrados socialmente se saíam melhor nos testes. Foram usados no estudo três critérios para definir integração social: estado civil, trabalho voluntário e frequência do contato com a família e com vizinhos. &#8220;Expor-se às novidades e aos desafios proporcionados pelo relacionamento social estimula o cérebro e a vontade de viver&#8221;, explica o geriatra Fábio Nasri, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. </p>
<p>Foi em busca de novos estímulos que o engenheiro paulista Carlos Carrriel, aos 47 anos, decidiu prestar vestibular para a faculdade de direito. Formou-se no mês passado, aos 51 anos. Seu primeiro desafio na nova empreitada foi superar a diferennça de idade com relação aos colegas, que o chamavam de senhor e com quem não tinha assuntos em comum. Rompidos os primeiros obstáculos, acabou fazendo amigos. &#8220;Com o tempo, a vida vai ficando entediante e descobri que posso me apaixonar por novos assuntos&#8221;, ele conta. Entusiasmado com as novas amizades. Carriel decidiu se cuidar. Contratou uma <em>personal trainer</em>, consultou uma nutricionista e conseguiu perder 10 quilos. Neste mês, para comemorar a formatura, vai viajar para Machu Picchu &#8211; local que jamais havia cogitado visitar. </p>
<p>Atitudes positivas como as de Carrriel contribuem para uma vida mais longa e prazerosa.</p>
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		<title>Minutos Preciosos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 18:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>methodus</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A escritora Rosiska Darcy de Oliveira propõe a reengenharia do tempo como saída para valorizar o trabalho sem deixar de lado os prazeres cotidianos. 
Revista você S/A &#8211; por Juliana de Mari 
Advogada de formação, jornalista por opção, escritora por prazer. A carioca Rosiska Darcy de Oliveira, de 63 anos, escolheu, profissionalmente, o que lhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A escritora Rosiska Darcy de Oliveira propõe a reengenharia do tempo como saída para valorizar o trabalho sem deixar de lado os prazeres cotidianos. </strong></p>
<p>Revista você S/A &#8211; por Juliana de Mari </p>
<p>Advogada de formação, jornalista por opção, escritora por prazer. A carioca Rosiska Darcy de Oliveira, de 63 anos, escolheu, profissionalmente, o que lhe faz sentido. Sacrificou a carreira em alguns momentos, sim, abriu mão de algumas posições, como a de representante do Brasil na comissão de mulheres da Organização dos Estados Americanos (OEA), mas ganhou em qualidade afetiva, em bem-estar. Ela pratica individualmente o que prega em seu livro <strong>Reengenharia do Tempo </strong>(Ed. Rocco) como um dos caminhos para tratar as angústias coletivas em relação às longas jornadas de trabalho e ao desequilíbrio que se abateu sobre<br />
a vida privada. &#8220;É preciso resgatar o direito à felicidade&#8221;, diz ela. &#8220;Chega de hipotecar nossso tempo exclusivamente ao trabalho.&#8221; Ícone do movimento feminista, Rosiska foi exilada na época da ditadura, passou dez anos fora do país, estudou com Jean Piaget, um dos mais importantes psicólogos do século 20, e voltou ao Brasil empenhada em alertar mulheres (e homens) para a necessidade de discutir as relações de gênero além do ambiente doméstico. &#8220;Não falo sobre a divisão de tarefas entre homens e mulheres. A questão é complexa e exige nova articulação entre a vida privada e o mundo do trabalho.&#8221; Autora de sete livros, há sete anos ela fundou o Centro de Liderança da Mulher (Celim), que tem sede no Rio de Janeiro e atua por meio de fóruns itinerantes em todo o país. Ela afirma: &#8220;A reengenharia do tempo é uma questão política&#8221;. A seguir, você confere o que ela quer dizer com isso. </p>
<p><strong>
<li>A sensação de falta de tempo é unânime. Como chegamos a essa situação? </li>
<p></strong></p>
<p>No meu ponto de vista, a entrada das mulheres no mercado de trabalho e a falta de articulação entre a vida privada e a vida pública delas &#8211; e deles também &#8211; são os principais detonadores dessa crise. Temos aqui um problema da sociedade, que não passou recibo e não gerou alterações em sua estrutura capazes de suportar o impacto desse movimento feminino. Elas invadiram o mundo do trabalho, mas a vida privada continuou estruturada, em termos de emprego de tempo e de responsabilidades, corno se ainda vivessem como suas avós, como se nada tivesse acontecido. A vida, como está organizada hoje, não cabe em 24 horas. As demandas do universo privado foram desvalorizadas, de certa forma até pelas próprias mulheres, que tentaram resolver esse problema matemático criando um dia elástico. Depois, elas entraram em conflito com os companheiros, que, mesmo com elas fora de casa, continuaram no ritmo da jornada integral. É por isso que proponho a desocultação do privado e a consequente reengenharia do tempo. </p>
<p><strong>
<li>O que é a reengenharia do tempo? </li>
<p></strong></p>
<p>O trabalho, por mais prazer que dele se extraia, não pode ser o maior consumidor da vida das pessoas. Antes, ganhávamos a vida no trabalho. </p>
<p>Hoje, é ele quem ganha a nossa vida. As pessoas estão colapsando &#8211; embora esse não seja um processo declarado. Jovens estão tendo infartos cada vez mais cedo; as crianças perderam o direito à brincadeira e com 5 anos já estão com a agenda lotada; os pais delegam a criação dos filhos a prestadores de serviços. Trabalhar demais nesse cenário tem sido apresentado como uma grande qualidade. Isso é uma insalubridade psíquica, é muito grave. Para corrigir essa absurda distorção é que proponho essa reengenharia do tempo, visando a lucros existenciais para as pessoas e uma relação saudável entre elas, as empresas e a administração pública. Tenho certeza de que é possível atuar por meio da variável tempo para resolver essa questão. É uma proposta que envolve medidas práticas da sociedade como um todo, desde a alteração dos horários do serviço público e das escolas até a maior flexibilização das jornadas nas empresas. Além disso, é necessário que haja uma verdadeira transformação de mentalidade nas relações entre homens e mulheres. </p>
<p><strong>
<li>Isso está acontecendo em algum lugar?</li>
<p></strong></p>
<p>Sim. Há países que já entenderam que a relação saudável das pessoas com a vida além do trabalho é muitíssimo importante para a performance profissional. Entenderam que a empresa não pode ser a razão de um descalabro na vida das pessoas. Em meu livro, apresento o resultado de uma pesquisa que venho realizando há mais de dez anos. Países como Itália, Holanda, Suécia e Dinamarca estão à frente dessas mudanças, com ganhos em qualidade de vida para a sociedade como um todo. Acredito que, no Brasil, atualmente, estamos chegando a um ponto de virada. Os quadros mais inteligentes das empresas não vão vender a vida a preço barato e pagar um preço tão alto em relação aos demais interesses pessoais. </p>
<p><strong>
<li>Como essa angústia se manifesta para nós?</li>
<p></strong></p>
<p> Há um mal-estar generalizado tanto em relação às exigências de reciclagem contínua quanto aos fracassos privados. Nenhum profissional consegue sobreviver hoje no mercado de trabalho com o que aprendeu na faculdade. Ou você se recicla ou desaparece. E é necessário tempo para essa jornada da formação. Também não há mais tempo para tratar das crises, seja um problema no casamento ou uma doença na família, nem issso existe. O que tem causado o rompimento do casamento hoje não é mais a gestão do dinheiro, por exemplo. É a briga pela gestão do tempo. Diante do cenário que se coloca atualmente, essa é uma questão impossível de ser ganha por qualquer pessoa, pois todas essas demandas não cabem em 24 horas. </p>
<p><strong>
<li>Que tipo de de profissional consegue ter sucessso num cenário como esse? </li>
<p></strong></p>
<p>O vencedor, na maior parte das vezes, é alguém sem vínculos, sem responsabilidades afetivas. Porque a maioria dos profissionais vai sofrer muito na tentativa de conciliação da carreira com a vida privada. Há uma dupla mensagem das empresas: seja e não seja, a origem das esquizofrenias. Elas querem o líder espiritualizado, mas não dão tempo para que ele simplesmente converse com sua equipe ou mesmo se reenergize com a família, com os amigos ou cultivando um <em>hobby</em> qualquer. Estimulam a qualidade de vida, mas esperam que o executivo esteja disponível sete dias por semana no celular. Os profissionais já não sabem mais a quem devem atender. </p>
<p><strong>
<li>Qual é a sua definição para sucesso? </li>
<p></strong></p>
<p>Hoje há uma grande confusão entre triunfo, a sensação de sucesso<br />
depois de uma tarefa realizada, e bem-estar. Um sentimento não exclui o outro, mas hoje é muito comum que o primeiro prevaleça em detrimento do segundo. Sucesso, para mim, é um sentimento interno, que inclui o reconhecimento dos outros, claro, mas principalmente o seu mesmo. Um tem que bater com o outro, senão você fica preso a uma espiral de expectativas que não fazem sentido e que minam a sua energia e a sua motivação rapidamente. </p>
<p><strong>
<li>E a flexibilidade nas jornadas de trabalho?</li>
<p></strong> </p>
<p>É uma faca de dois gumes, dependendo do senntido que lhe é atribuído. Há um modelo chamado &#8220;tempo zero&#8221;. Em outras palavras, a falsa ilusão de flexibilidade. Se dão um celular para você e ele fica ligado o tempo todo, em função do tempo globalizado, isso é um tipo de escravidão moderna. Em vez de abrir espaços de liberdade, as novas tecnologias estão sendo usadas para acelerar o trabalho. É o modelo vigente nos Estados Unidos e na Inglaterra. Há outro modelo, no entanto, que está sendo debatido em alguns países da Europa, que visa à melhor ia da vida cotidiana. Lá as empresas já entenderam que os funcionários ficam mais bem dispostos para produzir na medida em que se aliviam dos problemas privados. Daí vem a flexibilidade nos horários, o teletrabalho e as licenças temporárias para repensar a carreira e a vida. </p>
<p><strong>
<li>A idéia de que quem trabalha melhor é quem trabalha mais atrapalha o processo de resgate do tempo privado? </li>
<p></strong></p>
<p>Isso não é verdade. É um erro de concepção, um desperdício. Quem trabalha melhor, no contexto atual, é quem tem as melhores idéias! Tempo é uma variável que não cabe mais nessa avaliação. A criatividade é o mais importante. Com tanta tecnologia à disposição, não é mais necessário que o profissional trabalhe oito horas por dia grudado à mesma cadeira. A grande oportunidade que os progressos tecnológicos trazem é a de uma ruptura de paradigma: a sociedade futura seria cada vez menos uma sociedade de &#8220;pleno emprego&#8221; e mais de &#8220;vida plena&#8221;. O tempo de trabalho liberado, portanto, não apareceria como uma perda de tempo nem como um desperdício de si mesmo. </p>
<p><strong>
<li>Quais as competências mais importantes para um profissional lidar com as demandas crescentes do mercado de trabalho?</li>
<p></strong> </p>
<p>As competências, as habilidades e os dons de cada um são, cada vez mais, seu verdadeiro capital. Ter sucesso depende, em boa medida, da capacidade de aprender e reaprender. Numa sociedade em que o tempo se acelera e as distâncias se encurtam, o ato de aprender se torna uma atividade cotidiana permanente. </p>
<p>Daí, a necessidade de que haja uma nova relação entre trabalho e vida privada. No leque de competências fundamentais, eu destacaria a abertura à inovação, a adaptabilidade à muudança e a capacidade de trabalhar em equipe, assim como a capacidade de agir por si mesmo, de se auto-organizar e de se abrir a novos relacionamentos e experiências. </p>
<p><strong>
<li>Por onde começar a buscar um novo signifiicado para o trabalho e para a vida? </li>
<p></strong></p>
<p>Comece por uma pergunta: &#8220;O que é que realmente me faz feliz?&#8221;. O estado de coisas atual, a sobrecarga de trabalho, o colapso da vida familiar só podem ser reconhecidos como problemas se recuperarmos a idéia da felicidade. Quase não se fala mais nisso, como se não fosse direito querer ser feliz, não estar estressado, ter uma vida equilibrada entre prazeres diversos, incluindo o que vem do trabalho. É preciso que o profissional queira recuperar o controle sobre a sua vida e repensar se ele quer continuar trabalhando para justificar um consumo que nem sabe se deseja ter. Não há uma receita; o que existe é um ponto de partida. </p>
<p><strong>
<li>Qual o papel dos líderes nesse processo?</li>
<p></strong></p>
<p>Um chefe atento percebe quando alguém da equipe tem problemas, quando está diferente. E deveria perceber, também, quando um grupo inteiro está embaralhado na questão do tempo, lutando contra o estresse. Esse é o momento em que os líderes podem fazer diferença: ajudar as pessoas a resolver as questões que as incomodam, para que possam voltar a produzir o esperado. </p>
<p><strong>
<li>Se é tão importante o profissional estar bem em casa para trabalhar meelhor, por que a maioria das empresas teima em continuar ignorando esse fato? </li>
<p></strong></p>
<p>Há uma questão não dita: uma desconfiança básica em relação à responsabilidade dos funcionários. Isso vem de um tempo em que o trabalho era uma coisa realmente chata, obrigatória, um local onde as pessoas passavam o tempo apertando um mesmo parafuso durante a vida toda. Hoje isso não é mais verdade: muitas pessoas gostam bastante do que fazem e são absolutamente comprometidas com os resultados e os desafios que lhe são colocados. O problema atualmente é que essa entrega acontece em detrimento de outros prazeres. </p>
<p><strong>
<li>O que é ter tempo para você?</li>
<p></strong> </p>
<p>Este é o momento da história da humanidade em que cada um de nós é obrigado a escrever, na sua vida, sua própria biografia. Não há mais modelos prontos: cada indivíduo precisa dar sentido às suas escolhas. Assumir o seu tempo, escapando das expectativas dos outros e elegendo o que é importante para você, é uma imensa responsabilidade. Mas acredito que perseguir o bem-estar é o caminho mais seguro para que as pessoas consigam triunfar na vida. E para isso é preciso ter tempo. Tempo, para mim, é sinônimo de liberdade. </p>
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